
Experiência
Arquitetura: do projeto à construção
Ao longo de sua trajetória profissional, Gabriel Noboru Ishida trabalhou com projetos de diferentes naturezas e escalas: residências de pequeno, médio e grande porte, construções comerciais, interiores, conjuntos habitacionais, projeto de uma grande avenida, residencias de grande porte a beira mar, além de estudos especiais, como a concepção de restauro de uma igreja e outros trabalhos, muito embora algumas delas tenham sido através de parcerias ou como funcionário.
São trabalhos com exigências muito diferentes, mas que compartilham uma condição fundamental: um projeto precisa ter um caminho real e viável para sua execução.
Sua forma de projetar parte de uma experiência que ultrapassa o ambiente de escritório. Antes mesmo de definir uma solução, são considerados os materiais disponíveis, fornecedores, mão de obra, equipamentos, transporte, acesso ao local, sequência dos serviços, custos, normas e dificuldades previsíveis de execução.
Não se trata de uma sequência rígida. Cada decisão interfere nas demais. Uma solução estrutural modifica a arquitetura; um método de montagem altera o detalhamento; a disponibilidade de materiais influencia custos e prazos. O projeto evolui por sucessivas verificações e ajustes entre essas condições.
É justamente essa experiência que permite antecipar problemas, avaliar alternativas e definir soluções com maior segurança, sem depender de improvisações posteriores para resolver questões que poderiam ter sido previstas.
Um projeto não está tecnicamente resolvido enquanto não houver plena compreensão de como suas partes poderão ser efetivamente construídas.
A estética participa integralmente desse processo. Não é descartada, mas desenvolvida sobre soluções tecnicamente consistentes, economicamente justificáveis e adequadas ao uso pretendido.

Experiência prática: a mão de obra
A relação de Ishida com a construção começou ainda na infância, na oficina de marcenaria de sua família, e obras, muito antes da formação universitária. Ajudou a construir a casa da família quando era criança.
Filho de marceneiro, de família japonesa, cresceu em contato direto com ferramentas, materiais e métodos de fabricação e construção.
Ao longo de décadas, realizou pessoalmente trabalhos típicos de diferentes profissões da construção civil - especialmente entre 2014 e 2016, quando construiu sua residencia/escritório e não havia mão de obra disponível, e também quando voltou do Japão para São Paulo - quando assumiu a administração da execução de um projeto anterior, para seu irmão. Encontrando a obra em pleno caos, associou-se a um pedreiro de altíssimo calibre e juntos concluíram a obra. Por isso, realizou diversas etapas:
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Quantificar, cotar, comprar, receber e conferir itens sobre o projeto que havia feito de reforma da residencia (que já foi da família, onde também morou).
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Pedreiro: finalizar alvenarias, pisos e revestimentos, cavar buracos, bater massa, chapiscar, rebocar...
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Encanador: instalações e intervenções hidráulicas. Concluir rede de água fria, efluentes, caixas de inspeção.
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Eletricista: separação de ramais, listagem de equipamentos, dimensionamento, passagem de conduítes, passagem de fios e instalações completas elétricas e iluminação.
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Gesseiro: tabicas, perfis, sancas, reguladores de altura, placas de gesso, fitagem parafusar e massear.
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Pintor: preparação de superfícies, pintura e acabamento.
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Marceneiro: projeto, fabricação, montagem, instalação e acabamento de mobiliário.
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Calheiro: Medições, pedidos de dobra, instalação e selagem de calhas e rufos.
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Serralheiro: fabricação e montagem de elementos metálicos com solta MIG e de eletrodo.
Essas experiências ensinam como o trabalho dos profissionais deve ser considerado. Permite compreender melhor suas dificuldades, necessidades, ferramentas, procedimentos e limitações, e também seus custos.
Conhecer o serviço do ponto de vista de quem o executa muda a maneira de projetar.
Um detalhe que parece simples no desenho pode exigir operações desnecessariamente difíceis na obra. Uma solução aparentemente econômica pode se tornar cara quando considerados os materiais, equipamentos, tempo e mão de obra. Só quem executou um serviço sabe o que pode acontecer, o tempo que se perde indo e vindo com ferramentas e pequenas atividades invisíveis, longe de ajudar o rendimento do resultado concluído.
Essa vivência constitui uma das principais bases de sua atuação como arquiteto.
O conhecimento adquirido diretamente nos canteiros de obras e oficinas permite desenvolver projetos considerando não apenas o resultado final, mas todos os processos necessários para alcançá-lo.

Design, comunicação visual e artes
A experiência de Gabriel Ishida também inclui design gráfico, identidade visual, comunicação visual, fotografia, mobiliário, criação de objetos e desenvolvimento de websites.
Sua trajetória profissional inclui trabalhos de edição e produção gráfica de jornais na década de 1990, além do desenvolvimento de identidades visuais, materiais de comunicação e projetos de design em diferentes períodos.
Na área digital, desenvolve websites, incluindo os próprio site da Ishida Arquitetura e outros projetos independentes, trabalhando diretamente com organização de conteúdo, desenho de interfaces e recursos de programação.
Paralelamente, mantém uma produção independente em artes plásticas, com trabalhos em pintura, desenho, escultura, fotografia e diferentes processos de criação.
Essa diversidade permite transitar entre escalas muito distintas: do desenho de uma peça de mobiliário à concepção arquitetônica de um edifício; de uma identidade visual à organização espacial de um empreendimento.
São atividades independentes, mas que compartilham conhecimentos de geometria, composição, materiais, proporção e processos de produção.
Sua produção artística pode ser conhecida em www.gabrielbrasileiro.com.br, onde estão reunidos trabalhos autorais e obras de diferentes períodos.















































